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Ficha SIPA 6165 · Imóvel de Interesse Público (IIP)

Santuário de Nossa Senhora do Cabo

Também registado no SIPA como: Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel · Santuário de Nossa Senhora da Pedra da Mua

Religioso › Templo › Santuário. Séc. 17 / 18. Freguesia de Sesimbra (Castelo), concelho de Sesimbra, distrito de Setúbal.

Tipologia
Religioso › Templo › Santuário
Período
Séc. 17 / 18
Proteção
Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 37 728, DG, 1.ª série, n.º 04 de 05 janeiro 1950 / ZEP / Zona "non aedificandi", Portaria, DG, 1.ª série, n.º 280 de 29 novembro 1963 / Incluído no Parque Natural da Serra da Arrábida
Concelho
Sesimbra
Distrito
Setúbal
Freguesia
Sesimbra (Castelo)
Coordenadas
38.420258, -9.214878
Bibliografia
33 títulos no SIPA

A ficha contra a mediana da classe

Entre as 2247 fichas de Imóvel de Interesse Público (IIP), esta está na 5.ª posição em imagens no SIPA (66, mediana 8) e na 7.ª posição em títulos de bibliografia (33, mediana 5).

MedidaEsta fichaMedianaPosição
caracteres da descrição 13 584 929 11.ª de 2247
entradas de cronologia 68 6 25.ª de 2247
intervenções registadas 33 1 15.ª de 2247
títulos de bibliografia 33 5 7.ª de 2247
imagens no SIPA 66 8 5.ª de 2247

Classe: Imóvel de Interesse Público (IIP), como no filtro Proteção do explorador. Posição 1 = valor mais alto; empates partilham a posição. A classe conta-se entre as 26 380 fichas SIPA do explorador.

Síntese

Arquitetura religiosa, seiscentista e barroca. Santuário nacional Mariano composto pela igreja, longo terreiro retangular frontal, delimitado pelas hospedarias, formando um U desigual, com cruzeiro no topo, tendo à frente mãe de água, inserida em horta murada e constituindo o término de um aqueduto, e, isolada e junto à falésia, a ermida da Memória. Igreja seiscentista de planta retangular composta por nave e capela-mor, interiormente com ampla iluminação axial e bilateral e coberturas em falsas abóbadas, em estuque, a da nave de berço e a da capela-mor de aresta, tendo adossado casa da tribuna, torres sineiras, sacristias retangulares e anexos.

Excerto. Texto integral na ficha interactiva.

Descrição

Santuário composto por igreja, terreiro retangular frontal, delimitado lateralmente pelas hospedarias, formando um U, tendo ao centro do topo E. cruzeiro, mais para E. a denominada Casa da Água, integrada num espaço murado e em eixo com a igreja e o cruzeiro, algumas construções de apoio e a casa da ópera a N. e a S. das hospedarias e, a NO., junto à falésia, a Ermida da Memória. IGREJA de planta retangular composta pela nave e capela-mor, a que se adossa em eixo a casa da tribuna, lateralmente duas torres sineiras quadrangulares, duas sacristias retangulares e outros anexos, alguns em ruínas. Volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhado de duas águas na igreja, sacristias e anexos e de três na capela-mor, rematadas em beirada simples, e em em coruchéu piramidal nas torres. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, com pilastras toscanas nos cunhais, percorridas por soco de cantaria e terminadas em friso e cornija.

Excerto dos 13 584 caracteres da descrição do SIPA. Texto integral na ficha interactiva.

Cronologia 68 entradas

  1. 1366referência ao culto de Nossa Senhora do Cabo num documento da chancelaria de D. Pedro I
  2. 1385–1410datas apontadas como sendo a do primeiro Compromisso da Confraria
  3. 1414carta de doação da Ermida de "Santa Maria do Cabo" por Diogo Mendes de Vasconcelos, comendador de (…)
  4. 1428doação da ermida e lugar de Santa Maria da Pedra de Mua ao convento de São Domingos de Lisboa, por (…)
  5. 1430os frades dominicanos recusam a oferta porque "o sitio he muyto áspero, & deserto", passando o (…)
  6. 1431segundo as "Memórias..." decorriam 21 anos "sobre o aparecimento da milagrosa Imagem de N. Senhora (…)
  7. 1432data da fundação da primeira confraria do círio saloio durante o giro de São Romão de Carnaxide
  8. 1450construção da ermida da Memória, no local onde, segundo a tradição, terá sido descoberta a imagem (…)
  9. 1450a freguesia de Nossa Senhora da Ajuda inicia o costume de distribuir bodo pelos pobres
  10. 1490durante o círio de Santa Maria e São Miguel de Sintra decide-se a edificação de uma igreja (PATO (…)
  11. 1495durante o círio de Nossa Senhora da Misericórdia de Belas, inicia-se a construção da primeira (…)
  12. 1511referência a esta data como sendo a do centenário do achado da imagem
  13. 1516visitação à ermida refere que o templo possuía "hu retavollo pequenino cõ suas portas em que estão (…)
  14. 1550segundo J. R. Guimarães, D. Álvaro de Lencastre, duque de Aveiro, agrada-se do sítio e consegue (…)
  15. 158515 maio - bula apostólica de salvaguarda dos romeiros com várias medidas de protecção
  16. 1600as hospedarias dispunham-se de forma circular quase fechada
  17. séc. 17–18a família Real, nomeadamente D. Pedro II e a Casa do Infantado, concede atenção especial ao (…)
  18. 1662sob a alçada do quarto Duque de Aveiro, D. Raimundo de Lencastre, manda-se construir um templo (…)
  19. 1672construção do forte de Nossa Senhora do Cabo nas imediações do santuário, de que subsiste (…)
  20. 1680círio de Lisboa oferece a maquineta de prata do retábulo-mor, para colocação da imagem de Nossa (…)
  21. 1701início da construção da atual igreja, no local onde se erguia a primeira e da qual não existem (…)
  22. 1704a freguesia de Santa Maria dos Olivais participa nos Círios saloios pela primeira e única vez
  23. 1707conclusão da igreja e inauguração da mesma
  24. 1709a freguesia de Bucelas abandona o Círio saloio
  25. 1711a freguesia de Unhos (Loures) abandona o Círio saloio
  26. 1715início da construção das hospedarias atuais, substituindo as casas dos romeiros que se dispunham (…)
  27. 1716freguesia de Arranhol abandona o Círio saloio
  28. 17181722 - feitura dos vários retábulos da nave a expensas dos diversos círios e seguindo modelo (…)
  29. 1718feitura do altar de Nossa Senhora da Conceição pertence ao Círio de Almada
  30. 1720feitura do altar de São Joaquim e de Santa Ana pelo Círio dos saloios, do altar do senhor Jesus do (…)
  31. 1720construção da estrada da Apostiça para uso dos círios, pavimentação de outras estradas e abertura (…)
  32. 17201722 - feitura da imagem de São Pedro por iniciativa e custeada pelo círio de Setúbal
  33. 1722feitura do altar de São Pedro pelo círio de Palmela e o de São Lourenço de pelo do Azeitão
  34. 1723armam-se palanques para tês dias de touros no Terreiro do Paço, em Lisboa, por iniciativa da (…)
  35. 1730cerca - feitura dos painéis de azulejos da capela-mor, com representação de motivos Marianos
  36. 1740D. João V encarrega o pintor Lourenço da Cunha para pintar a cobertura da igreja e oferece uma (…)
  37. 1742feitura do órgão do coro-alto, conforme data inscrita
  38. 1743pintura dos painéis pintados sobre tela da nave por autor não identificado, por vezes atribuído ao (…)
  39. 17451760, entre - intensificação das obras das hospedarias, devido à grande afluência de peregrinos (…)
  40. 1750cerca - feitura dos painéis de azulejos da Ermida da Memória
  41. 1751os romeiros de São João Degolado da Terrugem oferecem uma imagem peregrina que passa a acompanhar (…)
  42. 17551 novembro - sismo provoca a queda de parte da cobertura da nave
  43. 17581759 - fabricam-se vários objetos de prata para o santuário
  44. 1770sendo juiz da Irmandade o rei D. José, procede-se a grandes obras no santuário: reforma dos (…)
  45. 1777data do guarda-vento em madeira do Brasil
  46. 1780Círio de Lisboa acrescenta o altar de Nossa Senhora da Conceição
  47. 1784deslocação da rainha D. Maria I ao santuário
  48. 1790construção do farol, a cerca de 600 m a S. do santuário
  49. 1794prolongamento da ala N. da hospedaria
  50. 1807as tropas francesas de Junot roubam parte do tesouro do santuário
  51. 1810com a ida da corte e nobreza para o Brasil, decrescem as festas e o culto a Nossa Senhora do Cabo
  52. 1821data pintada nas portadas da capela lateral profunda do Evangelho
  53. 1833apreensão do tesouro pelas tropas miguelistas
  54. 1848D. Maria II oferece bandeira ao santuário com imagem de Nossa Senhora do Cabo
  55. 1872ainda existe o arquivo do santuário, entretanto desaparecido
  56. 1887terminam as romarias ao cabo Espichel pelos círios saloios
  57. 1888rainha D. Maria Pia oferece a Nossa Senhora da Misericórdia de Belas uma nova bandeira para os (…)
  58. 1891a imagem volta ao santuário
  59. 1898data do novo compromisso
  60. 1902–1903rainha D. Amélia é juiz a honorária dos círios de São Martinho de Sintra e de Almargem do (…)
  61. 1904data das pinturas da cobertura da tribuna, provavelmente executadas para a visita do rei D. Carlos
  62. 1910a imagem peregrina que devia ter ido para Carnaxide permanece em Alcabideche e os círios são (…)
  63. 1926a freguesia de Odivelas retoma a tradição dos círios saloios
  64. 1976a imagem da Senhora volta ao santuário
  65. 19761978 - os círios são interrompidos
  66. 1986último ano em que o giro se completa, quando a freguesia de Alcabideche recebe a imagem de Santa (…)
  67. 199515 novembro - Decreto 40/95, DR 267 autoriza a Confraria de Nossa Senhora do Cabo Espichel a (…)
  68. 200015 setembro - escritura de doação por parte da Confraria de Nossa Senhora do Cabo Espichel ao (…)

Intervenções 33 registadas

  1. 1758restauro da ermida da Memória
  2. 1758–1759restauro de imagens
  3. 1770) com os laterais existentes originalmente, visto que o estuque que vinha do centro se sobrepunha (…)
  4. 1810restauro do órgão, por ordem de D. Miguel
  5. 1876estando o santuário em muito mau estado, os Duques de Palmela mandam repará-lo
  6. 1904data das pinturas na zona do retábulo-mor e talvez nas pinturas dos tímpanos da nave, ambos (…)
  7. 1940–1950feitura de várias intervenções descaraterizantes, nomeadamente o repinte dos retábulos da (…)
  8. 1955pároco manda executar obras nalgumas dependências na casa dos círios, na arcada junto ao templo (…)
  9. 1964limpeza do terreiro, consolidação de troços das fachadas que ameaçavam ruir
  10. 1964–1965obras urgentes de conservação e beneficiação na ala N. das hospedarias, pelo empreiteiro (…)
  11. 1966trabalhos de consolidação do santuário, que são o prosseguimento das levadas a anteriormente (…)
  12. 1968elaboração de projeto de recuperação do conjunto arquitetónico, elaborado pelo arquiteto Francisco (…)
  13. 1969trabalhos de recuperação do santuário, nomeadamente as "habitações" para adaptação aos fogos da (…)
  14. 1970recuperação da cobertura da igreja, assente em cinta e estrutura em betão armado
  15. 1971trabalhos de recuperação da zona do setor mais desmoronado na área reservada a museu: levantamento (…)
  16. 1971–1972trabalhos de recuperação por Fernando Branco de Almeida
  17. 1972–1973obras de recuperação no lado nascente da ala N. para a instalação do albergue e da (…)
  18. 1973–1974trabalhos de recuperação do troço poente da ala N. adjudicadas a António da Costa (…)
  19. 1974–1975continuação dos trabalhos de recuperação do troço poente da ala N. e revisão de beirados (…)
  20. 1983orçamento relativo ao restauro dos azulejos da Ermida da Memória e ao levantamento e restauro dos (…)
  21. 1986aprovação de projeto de recuperação do conjunto arquitetónico, prevendo uma ocupação para (…)
  22. 198625 julho - despacho conjunto do Ministro da Educação e Cultura, do Ministro das Obras Públicas (…)
  23. 19876 janeiro - elaboração de relatório pelo grupo de trabalho composto pelos arquitetos Pedro (…)
  24. 1989elaboração de novo projeto de adaptação do santuário do Cabo Espichel para instalação de pousada
  25. 1990substituição de coberturas da igreja, por Lourenço, Simões & Reis, Ldª
  26. 199527 dezembro - tomada de posse administrativa das alas das hospedarias pela DGEMN
  27. 1996referência à imperiosa desocupação das hospedarias para se proceder à sua recuperação e salvaguarda
  28. 1997–1998obras exteriores de conservação na igreja: rebocos, caiação, limpeza de cantarias (…)
  29. 1998conclusão das obras exteriores e de infraestruturas
  30. 1999restauro do teto do altar-mor
  31. 2000–2001execução de projeto de reabilitação e restauro abrangendo a ala N. das hospedarias, com (…)
  32. 2002projeto e execução de novo ambão, mesa de altar, bancos e genuflexório
  33. 2008arranjo do terreiro frontal, cobrindo o pavimento de gravilha e colocando pilaretes a toda a volta (…)

(…) marca texto que a extracção do SIPA cortou: aos 100 caracteres, ou no início, quando o começo da frase ficou noutra entrada.

Pessoas 10 nomeadas

Fontes e ligações

Outras fichas em destaque no distrito de Setúbal

Fonte: SIPA, Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (DGPC / Património Cultural, I.P.). Síntese e descrição citadas em excerto; cronologia, intervenções e pessoas como constam da ficha. Posições calculadas sobre as 2247 fichas de Imóvel de Interesse Público (IIP).