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Ficha SIPA 3439 · Monumento Nacional (MN)

Mosteiro de Jesus

Religioso › Convento / Mosteiro › Mosteiro feminino › Ordem de Santa Clara - Clarissas (Província dos Algarves - Xabreganas). Séc. 15 / 16 / 17. Freguesia de União das freguesias de Setúbal (São Julião, Nossa Senhora da Anunciada e Santa Maria da Graça), concelho de Setúbal, distrito de Setúbal.

Tipologia
Religioso › Convento / Mosteiro › Mosteiro feminino › Ordem de Santa Clara - Clarissas (Província dos Algarves - Xabreganas)
Período
Séc. 15 / 16 / 17
Proteção
Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136 de 23 junho 1910 (igreja), Decreto nº 23 008, DG, 1.ª série, n.º 196 de 30 agosto 1933 (claustro e sala do capítulo) / ZEP / Zona "non aedificandi", Portaria n.º 936/95, DR, 1.ª série-B, n.º 170 de 25 julho 1995
Concelho
Setúbal
Distrito
Setúbal
Freguesia
União das freguesias de Setúbal (São Julião, Nossa Senhora da Anunciada e Santa Maria da Graça)
Coordenadas
38.526147, -8.894908
Bibliografia
16 títulos no SIPA
Mosteiro de Jesus
Imagem: SIPA / DGPC, miniatura 02122357 da ficha 3439.

A ficha contra a mediana da classe

Entre as 866 fichas de Monumento Nacional (MN), esta está na 16.ª posição em imagens no SIPA (53, mediana 13) e na 118.ª posição em intervenções registadas (18, mediana 4).

MedidaEsta fichaMedianaPosição
caracteres da descrição 2114 1600,5 348.ª de 866
entradas de cronologia 32 12 192.ª de 866
intervenções registadas 18 4 118.ª de 866
títulos de bibliografia 16 8 167.ª de 866
imagens no SIPA 53 13 16.ª de 866

Classe: Monumento Nacional (MN), como no filtro Proteção do explorador. Posição 1 = valor mais alto; empates partilham a posição. A classe conta-se entre as 26 380 fichas SIPA do explorador.

Síntese

Arquitectura religiosa, manuelina, maneirista. Igreja monástica com capela-mor elevada e naves abobadadas, coro alto separado por parede transversal da nave; tendência para a unidade do espaço interno das naves abobadadas quase à mesma altura, apesar da marcação dos arcos torais; claustro com arcadas de diferentes perfis, a N. da igreja; decoração manuelina (esferas, torsais). Características maneiristas no tratamento do espaço e elementos decorativos na casa do Capítulo. Concepção inovadora da abóbada estrelada com combados da capela-mor, mais evoluída estilisticamente, sinal da sua construção mais tardia (DIAS, 1978 e 1986).

Descrição

Igreja de planta longitudinal, orientada, composta por 3 rectângulos justapostos, a capela-mor, a nave e o coro. Volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhado, de 2 águas sobre a nave e coro, facetado de 8 águas sobre a capela-mor. Fachada principal, virada a S., encimada por platibanda envolvente, marcada por contrafortes escalonados, rematados por pináculos torsos; a E. a cabeceira, mais elevada, com chanfros em papo de rola nas arestas, transformando a base rectangular num octógono; portal rasgado na nave, inscrito em gablete, com arquivoltas em arco levemente quebrado, vão mainelado de verga em arco policêntrico; 1 janelão na nave, outro na capela-mor, de vão mainelado; a O., sobre o antecoro, o volume prismático da torre sineira.

Excerto dos 2114 caracteres da descrição do SIPA. Texto integral na ficha interactiva.

Cronologia 32 entradas

  1. 1489licença do papal para a fundação do convento
  2. 1490licença régia concedida a Justa Rodrigues Pereira, ama de D. Manuel, para a fundação da cripta
  3. 1491D. João II encarrega Boitaca da construção de uma igreja de maiores proporções do que a (…)
  4. 14911495 - construção da igreja, de maiores proporções que a inicialmente prevista, por ordem de D (…)
  5. 1495provável abobadamento do corpo da igreja, por ordem de D. Manuel, utilizando-se os apoios do tecto (…)
  6. 1498doação de tença a BOITACA, mestre de pedraria, pelo seu ofício na obra do edifício
  7. 15001510 - D. Manuel terá ordenado a construção de uma nova cabeceira, em substituição da primeira (…)
  8. 1505autorização do papa Júlio II dada a D. João Manuel, filho de Justa Rodrigues, para sepultamento na (…)
  9. 1582Filipe II ordena a reparação da sacristia e sala do capítulo, danificadas por um incêndio
  10. 1602março - lajeamento do pátio do claustro e construção do chafariz e alegretes
  11. 1617as galerias superiores do claustro são fechadas e são rasgadas janelas
  12. 172113 julho - José da Costa é contratado para a feitura do retábulo-mor (FERREIRA, vol. II, p. 522)
  13. 175501 novembro - o edifício fica afetado pelo terramoto
  14. 1764reparação das abóbadas do coro, danificadas pelo terramoto
  15. 1834extinção das ordens religiosas
  16. 1888falecimento da última freira
  17. 1889cedência à Misericórdia
  18. 191016 junho - decreto classifica apenas a igreja do convento
  19. 193330 agosto - decreto alarga a classificação ao claustro do mosteiro, incluindo a primitiva casa (…)
  20. 194615 junho - portaria publicada no DG, 1.ª série, n.º 137, fixa uma Zona Especial de Proteção
  21. 19615 de fevereiro - abertura do Museu da Cidade, com a direção do provedor da Misericórdia, o Eng (…)
  22. 1969estragos provocados pelo sismo
  23. 1980o Museu de Setúbal / Convento de Jesus passa para a tutela da Câmara Municipal
  24. 1990O Museu encerra ao público por motivos de degradação do edifício
  25. 199201 junho - o imóvel é afeto ao Instituto Português do Património Arquitetónico, pelo Decreto-lei (…)
  26. 1992projeto de recuperação do Largo e do Convento de Jesus, assinado pelo arquiteto Pedro Vieira de (…)
  27. 199525 julho - portaria fixa nova Zona Especial de Proteção anulando a anterior
  28. 1999projeto do arquiteto Carrilho da Graça para recuperação do Museu de Setúbal e do Largo do Convento (…)
  29. 2001lançamento de concurso público internacional para adjudicação da obra de recuperação do Convento (…)
  30. 200924 agosto - o imóvel é afeto à Direção Regional da Cultura de Lisboa e Vale do Tejo, Portaria (…)
  31. 2015início da terceira e última fase de obras de requalificação e reabilitação do Museu do Convento (…)
  32. 202430 novembro - reabertura do Museu de Setúbal após conclusão das obras.

Intervenções 18 registadas

  1. 1930–1931restauro do pavimento de lajedo das naves, do pavimento em madeira, altares em talha (…)
  2. 1935concerto da porta e janelões, do pórtico, rebocos interiores
  3. 1936apeamento do altar-mor
  4. 1937substituição de telhados, rebocos, escada de acesso ao altar-mor, gárgulas e coruchéus
  5. 1938assentamento de azulejos na capela-mor, rebocos, caiação, reconstrução da escada em caracol de (…)
  6. 1939reconstrução da armação do telhado e do telhado da nave e capela-mor, consolidação do extradorso (…)
  7. 1941reparação de telhados na sacristia e claustro
  8. 1945"A intervenção foi severamente criticada em 1949 no jornal Republica pelo crítico e historiador (…)
  9. 1946assentamento de coruchéus na fachada principal, de balaustrada para a capela-mor e coro baixo
  10. 1958início das obras no claustro: substituição de vigamento
  11. 1960substituição do pavimento em madeira por pavimento cerâmico, forro em madeira, vitrais
  12. 1966–1968continuação da adaptação a Museu: remodelação da cobertura com prévia construção de uma (…)
  13. 1969rebocos nas paredes do claustro e entrada, reparação do pavimento, construção de instalações (…)
  14. 1970recuperação de instalações do antigo hospital
  15. 1984–1985reparação da instalação eléctrica
  16. 2001requalificação do espaço envolvente
  17. 2005Dezembro - início dos trabalhos arqueológicos preparatórios para a intervenção de toda a área (…)
  18. 2006–2008obras gerais de ampliação e rqualificação para adaptação a Museu.

(…) marca texto que a extracção do SIPA cortou: aos 100 caracteres, ou no início, quando o começo da frase ficou noutra entrada.

Pessoas 4 nomeadas

Fontes e ligações

Outras fichas em destaque no distrito de Setúbal

Fonte: SIPA, Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (DGPC / Património Cultural, I.P.). Síntese e descrição citadas em excerto; cronologia, intervenções e pessoas como constam da ficha. Posições calculadas sobre as 866 fichas de Monumento Nacional (MN).