XYZ BIMMonumentos MonumentosX

Ficha SIPA 6536 · Imóvel de Interesse Público (IIP)

Palácio da Ega

Também registado no SIPA como: Arquivo Histórico Ultramarino

Residencial senhorial › Casa nobre. Séc. 16 / 18 / 19 / 20. Freguesia de Alcântara, concelho de Lisboa, distrito de Lisboa.

Tipologia
Residencial senhorial › Casa nobre
Período
Séc. 16 / 18 / 19 / 20
Proteção
Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 37 728, DG, 1.ª série, n.º 4 de 05 janeiro 1950 (classifica o Salão Pompeia) / ZEP, Portaria n.º 39/96, DR, 1.ª série-B, n.º 37 de 13 fevereiro 1996 *1
Concelho
Lisboa
Distrito
Lisboa
Freguesia
Alcântara
Coordenadas
38.700005, -9.189774
Bibliografia
9 títulos no SIPA
Palácio da Ega
Imagem: SIPA / DGPC, miniatura 00667863 da ficha 6536.

A ficha contra a mediana da classe

Entre as 2247 fichas de Imóvel de Interesse Público (IIP), esta está na 16.ª posição em caracteres da descrição (12 990, mediana 929) e na 30.ª posição em imagens no SIPA (41, mediana 8).

MedidaEsta fichaMedianaPosição
caracteres da descrição 12 990 929 16.ª de 2247
entradas de cronologia 33 6 136.ª de 2247
intervenções registadas 14 1 59.ª de 2247
títulos de bibliografia 9 5 384.ª de 2247
imagens no SIPA 41 8 30.ª de 2247

Classe: Imóvel de Interesse Público (IIP), como no filtro Proteção do explorador. Posição 1 = valor mais alto; empates partilham a posição. A classe conta-se entre as 26 380 fichas SIPA do explorador.

Síntese

Arquitectura residencial, maneirista e neoclássica. Palácio de fundação maneirista, de que restará a zona central, quadrangular, composta por um portal que forma um motivo serliano, com os vãos laterais flanqueados por colunas e rematados em frontão, onde se criaram janelas em período posterior, com reforma neoclássica, com o prolongamento para duas alas laterais, também elas com motivos serlianos, reproduzindo, de forma simplificada, o módulo original, e uma posterior, com as fachadas rasgadas uniformemente por janelas rectilíneas, as das alas laterais a abrir para terraços, que permitem ligação para os vários jardins que envolvem o palácio, dois deles com lagos centrais.

Excerto. Texto integral na ficha interactiva.

Descrição

Planta irregular, composta por dois corpos rectangulares perpendiculares, um deles prolongado por uma construção recente, de volumes articulados e disposição horizontalista, evoluindo em dois pisos, com coberturas diferenciadas em telhados de duas e quatro águas, com águas contracurvas e lanternim rectilíneo, com seis janelas, sobre o Salão Pompeia. Fachadas rebocadas e pintadas de bege, percorridas por embasamento de cantaria, flanqueadas por cunhais de cantaria, em aparelho isódomo, e rematadas em cornija e beirada simples. Fachada principal, virada a O., abrindo para amplo jardim, fechado por murete de alvenaria rebocada, encimado por grades, com acesso central, protegido por portão de ferro vazado, formando elementos geométricos e vegetalistas; este acede a um caminho pavimentado a alcatrão, tendo lateralmente passeio em calçada, que bifurca junto à fachada principal em duas caminhos sem saída.

Excerto dos 12 990 caracteres da descrição do SIPA. Texto integral na ficha interactiva.

Cronologia 33 entradas

  1. 1582data numa fonte de embrechados existente no interior do palácio que permite datar o núcleo (…)
  2. 160024 Março - instituição do Morgado da Junqueira, por Aires de Saldanha, nomeado, neste ano (…)
  3. 1604Aires de Saldanha morreu no regresso da Índia, sendo o primeiro morgado o seu herdeiro, António (…)
  4. 1650finais / 1º quartel transformação e ampliação significativa, com a demolição da antiga capela (…)
  5. 1656o morgado foi acrescentado com a Comenda de São Martinho de Lagares, da Ordem de Cristo
  6. 1695João Antunes surge como autor de umas casas de João de Saldanha de Albuquerque na Junqueira
  7. 170115 Janeiro - para fazer face às despesas com as obras de ampliação da casa, foram aforadas (…)
  8. 1712as obras estavam concluídas, sendo descrito por Carvalho da Costa como tendo casas amplas, com (…)
  9. 1715provável colocação dos painéis de azulejos no Salão Nobre, representando portos europeus (…)
  10. 1748provisão a António de Saldanha de Albuquerque para que lhe fossem dados $500 para reparo das casas (…)
  11. 1750provável execução dos azulejos figurativos, em monocromia, azul sobre fundo branco, existentes num (…)
  12. 17502.ª metade - o Conde da Ega cede terrenos da Quinta para instalação da Cordoaria
  13. 175825 Março - o palácio é pertença de Manuel Saldanha e Albuquerque, vice-rei da Índia, que então (…)
  14. 1805Abril - o Conde da Ega partiu para Espanha, ficando o palácio abandonado
  15. 1807regresso do Conde, mandando fazer obras várias, incluindo, certamente, a pintura do Salão Nobre (…)
  16. 1808foi utilizado como Hospital Militar
  17. 181312 Fevereiro - leilão dos bens móveis do palácio, que constavam da livraria, pinturas e outros (…)
  18. 1814o Arsenal Real das Obras Militares pagou mais 11:220$566 em mobiliário
  19. 1815Julho - Beresford dirige uma petição ao rei, no Rio de Janeiro, para que lhe doasse a (…)
  20. 1823o Conde da Ega foi absolvido, tendo voltado a Portugal
  21. 1838após longa demanda jurídica, a família Saldanha é autorizada a instalar-se no local
  22. 1842aquisição da quinta pelo conselheiro Jerónimo de Almeida Brandão e Sousa (no ano seguinte, barão (…)
  23. 1843–1846obras significativas, sob a direcção do Arquitecto Fortunato Lodi
  24. 1907no edifício, reuniu-se o Partido Regenerador, chefiado por Júlio de Vilhena
  25. 1919aquisição do palácio pelo Ministério das Colónias, para instalação da Escola de Medicina Tropical (…)
  26. 19319 Junho - criação do Arquivo Histórico Colonial, pelo decreto-lei 19869, com instalação no (…)
  27. 1949o Director do Arquivo Histórico Colonial pede à DGEMN que se estabeleça uma Zona de Protecção para (…)
  28. 1950referância à existência de alguns azulejos do séc. 17, nas escadas de acesso ao andar nobre (…)
  29. 1962realização de obras, pelo Serviço de Conservação
  30. 19736 Novembro - pelo decreto-lei 583/73, o arquivo foi integrado na Junta de Investigações (…)
  31. 199012 Março - brigada de Pintura Mural do Instituto José de Figueiredo visita o imóvel e avalia o (…)
  32. 1993projecto de construção do Pavilhão de Macau
  33. 1998Outubro - elaboração da Carta de Risco do imóvel pela DGEMN.

Intervenções 14 registadas

  1. 1962realização de obras
  2. 1963realização de obras, pelos Serviços de Conservação
  3. 1968obras de conservação e restauro do tecto do Salão Pompeia
  4. 1982adaptação da casa do Fiel e laboratório
  5. 1986obras de beneficiação
  6. 1989–1990obras de conservação e restauro do tecto da sala e pinturas murais
  7. 1991o travejamento correspondente ao Salão Pompeia encontrava-se muito danificado, pondo em risco toda (…)
  8. 1995recuperação e adaptação a maior modernidade do Arquivo
  9. 1995–1999intervenção na pintura do Salão Pompeia, com limpeza da moldura em (…)
  10. 2001–2003beneficiação das coberturas e impermeabilização dos terraços
  11. 2002remodelação da sala de leitura, informática e gabinete de apoio
  12. 2002–2003beneficiação das galerias e recepção, com limpeza dos azulejos e cantarias
  13. 2003–2005remodelação dos arquivos
  14. 2005concluídas as obras de remodelação dos gabinetes de serviços administrativos

(…) marca texto que a extracção do SIPA cortou: aos 100 caracteres, ou no início, quando o começo da frase ficou noutra entrada.

Pessoas 4 nomeadas

Fontes e ligações

Outras fichas em destaque no distrito de Lisboa

Fonte: SIPA, Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (DGPC / Património Cultural, I.P.). Síntese e descrição citadas em excerto; cronologia, intervenções e pessoas como constam da ficha. Posições calculadas sobre as 2247 fichas de Imóvel de Interesse Público (IIP).