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Ficha SIPA 3153 · Imóvel de Interesse Público (IIP)

Mosteiro de Santo Alberto

Também registado no SIPA como: Palácio Alvor · Museu Nacional de Arte Antiga

Religioso / Residencial senhorial › Convento / Mosteiro / Casa nobre › Mosteiro feminino › Ordem das Irmãs Descalças de Nossa Senhora do Monte do Carmo - Carmelitas Descalças. Séc. 17 / 18 / 20. Freguesia de Estrela, concelho de Lisboa, distrito de Lisboa.

Tipologia
Religioso / Residencial senhorial › Convento / Mosteiro / Casa nobre › Mosteiro feminino › Ordem das Irmãs Descalças de Nossa Senhora do Monte do Carmo - Carmelitas Descalças
Período
Séc. 17 / 18 / 20
Proteção
Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 516/71, DG, 1.ª série, n.º 274 de 22 novembro 1971 / ZEP, Portaria nº 512/98, DR n.º 183 de 10 agosto 1998 *1
Concelho
Lisboa
Distrito
Lisboa
Freguesia
Estrela
Coordenadas
38.704626, -9.161813
Bibliografia
29 títulos no SIPA

A ficha contra a mediana da classe

Entre as 2247 fichas de Imóvel de Interesse Público (IIP), esta está na 10.ª posição em entradas de cronologia (87, mediana 6) e na 10.ª posição em intervenções registadas (42, mediana 1).

MedidaEsta fichaMedianaPosição
caracteres da descrição 10 511 929 40.ª de 2247
entradas de cronologia 87 6 10.ª de 2247
intervenções registadas 42 1 10.ª de 2247
títulos de bibliografia 29 5 12.ª de 2247
imagens no SIPA 46 8 19.ª de 2247

Classe: Imóvel de Interesse Público (IIP), como no filtro Proteção do explorador. Posição 1 = valor mais alto; empates partilham a posição. A classe conta-se entre as 26 380 fichas SIPA do explorador.

Síntese

Arquitectura religiosa, maneirista e barroca, arquitectura residencial, maneirista e barroca e arquitectura cultural do século 20. Museu composto por três núcleos articulados, reaproveitando um antigo palácio, a antiga igreja de um Mosteiro e um corpo novo, remodelados e adaptados a salas de exposição, com remodelações sucessivas ao longo do séc. 20, acompanhando as alterações dos conceitos museulógicos. Está implantado num amplo palácio, de fundação maneirista, do tipo casa comprida, mas evoluindo em dois pisos, o nobre marcado por amplas janelas rectilíneas, rematadas por simples frisos e cornijas, o qual possui portais de verga recta, com modinatura maneirista, flanqueado por pilastras e (…)

Excerto. Texto integral na ficha interactiva.

Descrição

Planta rectangular irregular, composta por três corpos articulados e escalonados, correspondentes ao reaproveitamento do antigo Palácio Alvor, formando um rectângulo simples, com cobertura homogénea em telhado de dez águas, com o corpo rectangular da antiga Igreja das Albertas, de cobertura homogénea a duas águas, e o corpo novecentista do Museu, de planta rectangular simples, com três torreões nos ângulos e corpo central posterior elevado, com coberturas diferenciadas em telhados de seis, duas e quatro águas e enorme clarabóia central. Fachadas rebocadas e pintadas de amarelo, excepto a correspondente à Igreja das Albertas, pintada de bege, percorridas por alta faixa capeada a cantaria de calcário aparente, com cunhais em cantaria do mesmo material, rematadas em friso, cornija e beirada simples.

Excerto dos 10 511 caracteres da descrição do SIPA. Texto integral na ficha interactiva.

Cronologia 87 entradas

  1. 1584fundação do Mosteiro de Santo Alberto, segndo algumas fontes pelo Cardeal Alberto, segundo outras (…)
  2. 1585vinda da relíquia de Santa Teresa, trazida por Jerónimo Graciano da Madre de Deus e provável (…)
  3. 1597fundação da Capela de Santo Cristo pelo Padre Diogo Fernandes, capelão cantor do Rei, deixando a (…)
  4. 160022 julho - morte do fundador da Capela, Padre Diogo Fernandes
  5. 16089 agosto - referência à Confraria de São José, a qual tinha uma capela de cantaria, abobadada (…)
  6. 1608referência à construção da Capela do Compromisso, que ou foi apeada ou não se concretizou
  7. 16089 agosto - escritura entre as monjas e a confraria de São José, que se instalou na igreja, onde (…)
  8. 16117 dezembro - sepultado na capela-mor Vicente Soares de Peleta, que fundou a Capela de Santa (…)
  9. 162520 julho - instituição da sepultura de Pêro Álvares e da mulher Mariana da Cruz
  10. 162821 janeiro - sepultura no local de Joana Maldonado Minala
  11. 1633sepultura do Tenente Domingos da Gama Pereira e da mulher D. Mariana da Fonseca
  12. 1668instituição da sepultura de Luís António e de Maria Vieira
  13. 1672–1745(…) muito alterado
  14. 1690cerca - revestimento azulejar da sacristia com azulejos de figura avulsa
  15. 1698séc. 18 - execução do retábulo-mor, cujo baldaquino do trono reproduz uma gravura de Filippo (…)
  16. 1703Carvalho da Costa refere que é uma igreja de um só nave, com capela-mor, dois altares colaterais e (…)
  17. 1710por morte de D. Francisco de Távora, o palácio foi vendido, tendo sido adquirido por D. Rodrigo de (…)
  18. 1711provável intervenção de João Antunes no edifício
  19. 1744aquisição do palácio por Matias Aires Ramos da Silva de Eça, provedor da Casa da Moeda, que gasta (…)
  20. 17551 novembro - o terramoto deixa o edifício muito arruinado, tendo as freiras que se refugiarem na (…)
  21. 1755morte de Matias de Eça
  22. 175827 abril - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo pároco de Santos-o-Velho, Gonçalo Nobre da (…)
  23. 1759o edifício foi vendido em hasta pública, licitado por Paulo de Carvalho e Mendonça, irmão do (…)
  24. 1762já após a morte de Paulo de Carvalho e Mendonça, o cônsul continuou a residir no Palácio, pois (…)
  25. 1763por morte de Matias Aires, o palácio vai à praça e é adquirido pelo presidente do Senado da Câmara (…)
  26. 1793o palácio é habitado pelo 2º marquês de Pombal, D. Henrique José de Carvalho e Melo
  27. 1833Luís Gonzaga Pereira descreve o interior como tendo várias telas de Bento Coelho da Silveira (…)
  28. 1834com a extinção das ordens religiosas, começam os pedidos para ocupação do espaço
  29. 1835Passos Manuel cria a Academia de Belas-Artes de Lisboa, que fica encarrega desta tarefa e de (…)
  30. 1838início da seleção das peças a expor
  31. 1850década de 90 - o reitor dos Inglesinhos, Patríci Russel solicita e obtém um retábulo de talha (…)
  32. 1850o palácio funciona como residência da imperatriz do Brasil D. Amélia Augusta de Leuchtenberg (…)
  33. 1859ampliação do espólio com a integração das peças pertencentes à rainha D. Carlota Joaquina
  34. 18651867 - aquisição de peças com um donativo de 65:000$000 doados por D. Fernando II
  35. 1868o Marquês de Sousa Holstein pensa construir um Museu, mas o depósito do Convento de São Francisco (…)
  36. 18742 julho - entrada no convento da Irmã corista Maria Teresa dos Anjos
  37. 1879maio - Delfim Guedes, vice-inspetor da Academia de Belas-Artes alugou o Palácio Alvor, por 30 (…)
  38. 1882o palácio acolhe a exposição de Arte Ornamental Portuguesa e Espanhola. MUSEU: 1834 - com a (…)
  39. 1882realiza-se, no local, uma exposição de arte ornamental
  40. 1883o Estado adquire o edifício a fim de aí instalar o Museu Real de Belas-Artes e Arqueologia
  41. 188412 dezembro - inauguração do Museu Real de Belas-Artes e Arqueologia, concebida pelo Conde de (…)
  42. 18888 agosto - ordena-se que o convento fosse entregue ao Ministério do Reino, para alargamento do (…)
  43. 18908 abril - morte da última prioresa, Madre Maria Madalena do Carmo, saindo algum tempo depois as (…)
  44. 1891descrição da igreja, como tendo um coro tosco, com guardas de madeira simples
  45. 1891o Museu anexa o Convento das Albertas
  46. 189710 abril - primeiro testamento do Visconde de Valmor, deixando um legado para aquisição de obras
  47. 18983 setembro - novo testamento, estipulando a quantia de 70:000$000 réis para o efeito
  48. 1905saída de várias peças de vestuário para o novo Museu dos Coches
  49. 1910após várias solicitações do harmónio que havia pertencido a D. Mariana Carlota de Santo Agostinho (…)
  50. 1910com José de Figueiredo, o Museu ganha novos conceitos de exposição, com os quadros colocados de (…)
  51. 191126 maio - o Museu de Belas Artes e Arqueologia divide-se em Museu Nacional de Arte Antiga e (…)
  52. 1912abertura de duas salas de exposição
  53. 19131916 - param as obras, por falta de dotação
  54. 1914José de Figueiredo viaja pela França, Bélgica, Holanda e Inglaterra, verificando os novos (…)
  55. 19158 junho - projeto de Arnaldo Redondo Adães Bermudes, para a elaboração de um anexo, com 4.000 (…)
  56. 1917José de Figueiredo consegue que o governo lhe entregue o antigo convento para ampliação do Museu
  57. 1918abril - projetos de ampliação, segundo estudos de Adães Bermudes, que previa a existência de (…)
  58. 1920na sequência destas visitas, é solicitado um novo projeto a José Luís Monteiro, que mantém a (…)
  59. 1924José de Figueiredo propõe a aquisição do prédio anexo, para ampliação do Museu para nascente, com (…)
  60. 1930Oliveira Salazar faculta o dinheiro para as obras e foi escolhido para arquiteto Guilherme Rebelo (…)
  61. 1933elaboração do projeto
  62. 1933julho - João do Couto entrega a Duarte Pacheco uma alteração aos planos iniciais, apontando as (…)
  63. 1935Duarte Pacheco pede um projeto de ampliação do edifício, construção do Instituto José de (…)
  64. 1937setembro - início da construção
  65. 1938João Couto assume a direcção do Museu, continuando a processar-se as obras
  66. 1939execução das esculturas do portal por Diogo de Macedo
  67. 1940inauguração do anexo construído no antigo convento das Albertas, com a exposição dos Primitivos (…)
  68. 1942pela primeira vez a igreja é integrada no percurso museulógico
  69. 19421945 - nova remodelação do espaço do palácio, com criação de mais seis salas de exposição, no piso (…)
  70. 194524 março - abertura da totalidade do Museu ao público, com abertura da Colecção de Ourivesaria e (…)
  71. 1948setembro - instalação da coleção de pintura estrangeiras nas salas do piso nobre do antigo (…)
  72. 1949março - instalação da pintura portuguesa no piso nobre da nova construção
  73. 19501952 - doação de peças de escultura por Calouste Gulbenkian
  74. 1950década de 70 - alterações no primeiro andar do edifício
  75. 1950década de 90 - remodelação do jardim por Francisco Caldeira Cabral, Filho
  76. 1953inauguração de duas salas Calouste Gulbenkian
  77. 1965o Instituto José de Figueiredo torna-se independente do Museu Nacional de Arte Antiga
  78. 1968doação de uma Sala por Antenor Patiño ao Estado Português, proveniente do seu Palácio de Paris (…)
  79. 1969estudo para decidir onde colocar a Sala Patiño
  80. 1975as obras encontram-se concluídas
  81. 1976encerramento para obras de remodelação do edifício e anexo
  82. 198020 março - Despacho do Secretário de Estado da Cultura que aprova o estabelecimento da Zona (…)
  83. 1981projeto do arquiteto João de Almeida, integrando o Museu na XVII Exposição do Conselho da Europa
  84. 1982parecer do IPPC sobre o projeto de alteração do imóvel para a XVII Exposição Europeia de Arte (…)
  85. 19821990 - obras de adaptação do anexo, com vista a instalar no local exposições permanentes
  86. 199109 agosto - o museu é afeto ao Instituto Português de Museus, Decreto-Lei n.º 278/91, DR, 1.ª (…)
  87. 200729 março - o imóvel é afeto ao Instituto dos Museus e Conservação, I.P. pelo Decreto-Lei n.º (…)

Intervenções 42 registadas

  1. 1910pintura das salas com cores neutras, para não prejudicar a observação das obras de arte expostas
  2. 1937transferência de um altar de talha para a Igreja Matriz do Torrão (v. PT041501040002) em Alcácer (…)
  3. 1940colocação de azulejos provenientes de outros locais nos frontais dos altares das capelas
  4. 1950décadas de 10 / 20 - remodelação dos pavimentos, com colocação de parquet, de lambris de (…)
  5. 1953realização de obras de certo vulto
  6. 1954realização de diversas obras pela Direcção dos Serviços de Construção e Conservação
  7. 1956obras para obstar a infiltrações
  8. 1960conservação do sistema de lanternins, obra levada a cabo por Anselmo Costa
  9. 1961colocação de iluminação na escada principal, junto à zona da telefonista
  10. 1962ataque à infestação de formiga branca
  11. 1963conservação da cobertura e reparação das cumeeiras
  12. 1964reparação da instalação eléctrica
  13. 1965iluminação das galerias
  14. 1966na sequência de um incêndio no armazém do Museu, em 1965, nova instalação da casa das caldeiras no (…)
  15. 1967ataque à infestação de formiga branca
  16. 19681ª fase das obras de remodelação: conservação do alçado S. e da cobertura
  17. 1969instalação eléctrica do sótão
  18. 1970obras de conservação nos telhados e paredes da capela, por Garcia J. Dias
  19. 1970–1971arranjo das instalações sanitárias do piso inferior, com remoção de azulejos (…)
  20. 1971montagem de estores, pelos Estores Duralex, Lda.
  21. 1971–1972arranjo da instalação do ar condicionado
  22. 1972arranjo do jardim e do portão de acesso ao mesmo
  23. 1973remoção de tecido de parede do 1.º andar do anexo, picagem de reboco e solução das infiltrações e (…)
  24. 1973–1974melhoramento da Casa das Caldeiras e do aquecimento central
  25. 1974instalação eléctrica
  26. 1975instalação eléctrica e de um sistema de detecção de incêndio
  27. 1976instalação eléctrica em vitrinas de exposição
  28. 1977iluminação do hall
  29. 1978arranjo da instalação eléctrica
  30. 1979instalação de aquecimento central e alteração do sistema de detecção de incêndio
  31. 1980arranjo das canalizações exteriores e coberturas
  32. 1980–1981beneficiação da instalação do ar condicionado
  33. 1981beneficiação do ascensor
  34. 1982limpeza dos algerozes
  35. 1982–1983colocação de duas câmaras de vácuo para expurgo
  36. 1984remodelação das zonas junto à Capela
  37. 1985construção do anexo, com pavimentos de madeira, divisórias de alumínio e armações de ferro
  38. 1986remodelação da central de aquecimento
  39. 1987consolidação e restauro da abóbada da primeira sala, com tecto pintado
  40. 1987–1990remodelação dos tectos das salas do primeiro andar
  41. 1992–1994obras de remodelação do piso superior e coberturas, bem como da zona de exposições (…)
  42. 1994–1998restauro das pinturas do tecto da sala dos Alabastros.

(…) marca texto que a extracção do SIPA cortou: aos 100 caracteres, ou no início, quando o começo da frase ficou noutra entrada.

Pessoas 21 nomeadas

Fontes e ligações

Outras fichas em destaque no distrito de Lisboa

Fonte: SIPA, Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (DGPC / Património Cultural, I.P.). Síntese e descrição citadas em excerto; cronologia, intervenções e pessoas como constam da ficha. Posições calculadas sobre as 2247 fichas de Imóvel de Interesse Público (IIP).