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Ficha SIPA 2510 · Monumento Nacional (MN)

Igreja Paroquial de São Miguel

Também registado no SIPA como: Catedral de Castelo Branco · Sé de Castelo Branco

Religioso › Templo › Igreja paroquial. Séc. 16 / 17 / 19. Freguesia de Castelo Branco, concelho de Castelo Branco, distrito de Castelo Branco.

Tipologia
Religioso › Templo › Igreja paroquial
Período
Séc. 16 / 17 / 19
Proteção
Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto n.º 10/2021, DR, 1.ª série, n.º 109 de 07 junho 2021 (reclassificação) *1
Concelho
Castelo Branco
Distrito
Castelo Branco
Freguesia
Castelo Branco
Coordenadas
39.8267, -7.49111
Bibliografia
21 títulos no SIPA
Igreja Paroquial de São Miguel
Imagem: SIPA / DGPC, miniatura 02060083 da ficha 2510.

A ficha contra a mediana da classe

Entre as 866 fichas de Monumento Nacional (MN), esta está na 61.ª posição em caracteres da descrição (9696, mediana 1600,5) e na 81.ª posição em entradas de cronologia (58, mediana 12).

MedidaEsta fichaMedianaPosição
caracteres da descrição 9696 1600,5 61.ª de 866
entradas de cronologia 58 12 81.ª de 866
intervenções registadas 9 4 259.ª de 866
títulos de bibliografia 21 8 103.ª de 866
imagens no SIPA 27 13 136.ª de 866

Classe: Monumento Nacional (MN), como no filtro Proteção do explorador. Posição 1 = valor mais alto; empates partilham a posição. A classe conta-se entre as 26 380 fichas SIPA do explorador.

Síntese

Igreja paroquial, temporariamente transformada em catedral, de construção medieval, de que subsistem os corpos laterais adossados, com coberturas em abóbadas de aresta, os muros da nave, extremamente espessos, e os contrafortes da capela-mor, levando a crer que surgiam devido à existência de coberturas abobadadas no templo. Foi reformada no séc. 17, com a reconstrução da fachada principal e das fenestrações, rasgadas em capialço uniformemente nas fachadas laterais.

Excerto. Texto integral na ficha interactiva.

Descrição

Planta poligonal composta por nave, capela-mor, duas torres sineiras, corpo adossado no lado esquerdo, correspondente à Capela do Santíssimo, com a respetiva sacristia, a primeira de planta retangular, com ângulos internos truncados; no lado oposto, a sacristia grande, de planta retangular. De volumes articulados e escalonados, de massas dispostas verticalmente, tem coberturas diferenciadas em telhados de duas águas no templo e de quatro águas nos anexos, sendo de seis na sacristia grande, todos rematados em beiradas simples; as torres sineiras têm coberturas em domo. Fachadas do templo em cantaria de granito aparente, em aparelho isódomo, sendo os anexos rebocados e pintados de branco, percorridas por socos de cantaria, flanqueadas por cunhais apilastrados e rematadas em frisos e cornijas. Fachada principal voltada a O., composta por corpo central rematado em empena com cruz latina sobre plinto cúbico no vértice.

Excerto dos 9696 caracteres da descrição do SIPA. Texto integral na ficha interactiva.

Cronologia 58 entradas

  1. 1213pertence aos Templários
  2. 1226a Ordem do Templo compromete-se a dar peças de indumentária a São Miguel para a sua festividade
  3. 1289instituição do morgado de Santa Eulália, por Martim Esteves e Domingas Miguéis Perestrelo
  4. 1296doação da capela de Santa Eulália, junto à porta N. da vila à igreja (MARTINS, 2003, p. 4)
  5. 132023 maio - bula do Papa João XXII concedendo a D. Dinis, por três anos, para subsídio de guerra (…)
  6. 1408no tombo da Ordem é referido que esta devia ter capelães e tesoureiros na Igreja de Santa Maria e (…)
  7. 152318 agosto - criação de mais um beneficiado na Colegiada
  8. 15361537 - é vigário Frei Simão de Almeida, que recebe 8$000, um moio de pão e o pé de altar
  9. 15501.º quartel - representação do templo por Duarte de Armas, sendo visível um campanário rematado (…)
  10. 15941608 - reestruturação do arco triunfal, talvez por iniciativa do Bispo da Guarda D. Nuno de (…)
  11. 161607 janeiro - lançamento de um imposto sobre o vinho e a carne para a execução de uma nova igreja
  12. 1618o Bispo de Coimbra D. Afonso Furtado institui uma capela
  13. 161908 julho - aumento do tempo de três anos de um imposto sobre o vinho e casais, para as obras do (…)
  14. 1650a procissão do Corpus Christi é patrocinada pela Câmara
  15. 1662início da reedificação da igreja, então arruinada, com a contribuição do povo (10 mil cruzados) e (…)
  16. 1681D. Martim Afonso de Melo contribui com 15 mil cruzados para as obras
  17. 1682reedificação da igreja
  18. 1687obras de pedraria por Manuel Francisco
  19. 1691o Bispo da Guarda D. Frei Luís da Silva ordena a colocação de retábulos, painéis e objetos (…)
  20. 17201722 - obras no imóvel levam à transferência do culto para a Misericórdia
  21. 174418 julho - os beneficiados da Colegiada passam a coadjutores, sendo de apresentação régia e há (…)
  22. 1750final - 19 - a Câmara mantém a lâmpada da capela-mor
  23. 175310 outubro - num auto de medição é referida a imagem de São Dunstano na terceira capela da (…)
  24. 1757a Confraria do Santíssimo pede ao rei que o pálio fosse financiado pela Câmara
  25. 175811 maio - nas Memórias Paroquiais assinadas pelo pároco José Martins Carrilho é referido que a (…)
  26. 1771criação da Diocese de Castelo Branco, sufragânea da de Lisboa, tornando-se Bispo D. Frei José de (…)
  27. 1772a igreja é de apresentação real
  28. 177304 agosto - desabamento de parte da construção, arruinando o sacrário e altar-mor
  29. 1785obras na igreja pelo mestre Pedro Gonçalves, com reconstrução da capela-mor, feitura do (…)
  30. 1791Frei Carlos Diogo Prato, Vigário de Alcains, institui uma capela
  31. 18031806 - construção da sacristia grande
  32. 180419 março - um temporal provoca a derrocada da cobertura da nave e do coro, ruína das torres e (…)
  33. 1806reabertura ao culto
  34. 1810execução do órgão por Joaquim António Peres Fontanes
  35. 1814morte do Bispo, permanecendo a fachada principal e respetivas torres incompletas até ao início do (…)
  36. 1816construção do cemitério anexo pelos pedreiros José António Garnel e João dos Santos Borraxa, pela (…)
  37. 1834dissolução da Colegiada
  38. 1842execução de uma sela, para a imagem de São Jorge integrar a procissão do Corpus Christi
  39. 1849dissolução da Colegiada
  40. 1858Dr. Francisco de Almeida Proença arboriza à sua custa o adro, com choupos, plátanos e acácias
  41. 1860transferência do cemitério para o Arrabalde dos Açougues
  42. 1864compra de um armário para arrecadar a imagem de São Jorge
  43. 1865reparação do retábulo e estuques da Capela do Santíssimo, por Guido Baptista Lipe e o armador (…)
  44. 1870construção do coro pelos pedreiros José Duarte, Fernando Duarte e pelos carpinteiros José de (…)
  45. 1875transferência da Capela do cemitério, onde estavam as ossadas do último bispo
  46. 187816 março - início da colocação de gradeamento no adro, a expensas da confraria de Nossa Senhora (…)
  47. 188027 outubro - no Regimento da Sé, estão registadas as festividades de Nossa Senhora do Rosário (…)
  48. 1881extinção da Diocese de Castelo Branco por letra apostólica de Leão XIII
  49. 1890o bispo de Portalegre autoriza a profanação da Capela do cemitério
  50. 1912demolição da Capela de São João Baptista, sendo a imagem do orago colocada no templo (MARTINS (…)
  51. 1939o Governo Civil de Castelo Branco envia o projeto de restauro do edifício para a DGEMN, para (…)
  52. 1956reconstrução da fachada pelo engenheiro João Marçal Carrega, importando em 700.000$00
  53. 197812 setembro - classificação do edifício como Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 95/78, DR (…)
  54. 1994a imagem de São Dunstano está na Capela de Santo António, tendo, fronteira, as imagens de Santa (…)
  55. 200211 março - assinatura de um protocolo entre a Câmara Municipal e o IPPAR para promover obras de (…)
  56. 2003p. 32)
  57. 2004março - durante as obras de restauro, é descoberta uma necrópole medieval junto à cabeceira da (…)
  58. 201918 dezembro - publicação do Anúncio da intenção da DGPC de reclassificar o edifício como (…)

Intervenções 9 registadas

  1. 1845obras na cobertura da sacristia grande e colocação de vidraças e grades nas janelas
  2. 1939–1945obras segundo projetos sucessivos de Rogério de Azevedo e do engenheiro Manuel Tavares (…)
  3. 1956–1957restauro do imóvel, sendo as obras da responsabilidade do engenheiro Manuel Tavares dos (…)
  4. 1982remoção do damasco da Capela do Santíssimo, que foi caiada
  5. 1986–1987restauro do órgão por António Simões
  6. 1988–1989obras de recuperação das coberturas devido ao apodrecimento do teto da sacristia e estado (…)
  7. 1989–1990obras de conservação
  8. 1990substituição de barrotes, limpeza de telhados, reboco das paredes exteriores, limpeza das (…)
  9. 2003–2004substituição e recuperação de coberturas

(…) marca texto que a extracção do SIPA cortou: aos 100 caracteres, ou no início, quando o começo da frase ficou noutra entrada.

Pessoas 22 nomeadas

Fontes e ligações

Outras fichas em destaque no distrito de Castelo Branco

Fonte: SIPA, Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (DGPC / Património Cultural, I.P.). Síntese e descrição citadas em excerto; cronologia, intervenções e pessoas como constam da ficha. Posições calculadas sobre as 866 fichas de Monumento Nacional (MN).